Líder do Estado Islâmico está vivo, diz EUA

Jim Mattis, secretário da Defesa dos Estados Unidos, afirmou esta sexta-feira que o líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, "ainda está vivo". A notícia está a ser avançada pela Reuters. As afirmações de Jim Mattis contrariam o Observatório dos Direitos Humanos da Síria, que no início do mês tinha confirmado a morte de Abu Bakr al-Baghdadi após um ataque aéreo feito pela Rússia. Na altura, o Observatório citou "líderes, alguns dos mais altos cargos" da própria organização terrorista.

https://twitter.com/Reuters/status/888459025922351104

De acordo com o secretário, Abu Bakr al-Baghdadi conseguiu esconder-se das forças de segurança em Raqqa, na Síria. Já Lahur Talabany, membro de uma organização curda de contra-terrorismo, havia afirmado esta semana que tem "99% de certeza que Abu Bakr al-Baghdadi está vivo" porque tem informações que confirmam que o líder do Estado Islâmico sobreviveu ao ataque russo.

À Reuters, Jim Mattis disse: "Não vi nada que me leve a acreditar que o líder do Estado Islâmico foi removido do campo de batalha. Simplesmente não temos informações que confirmem sua morte".

http://observador.pt/2017/07/11/quantas-vidas-tem-o-ex-lider-do-estado-islamico/

Al-Baghdadi foi anunciado como líder do Estado Islâmico a 16 de maio de 2010, um mês depois do seu antecessor, Abu Omar al-Baghdadi, ter morrido durante uma operação conjunta das forças dos Estados Unidos e do Iraque, na cidade iraquiana de Tikrit. No ano seguinte, al-Baghdadi foi nomeado de "terrorista" pelos Estados Unidos. Foi oferecida uma recompensa, que foi aumentando, por informações que auxiliassem a sua captura ou morte. O problema foi que al-Baghdadi morreu e voltou à vida "várias vezes".

A morte de al-Baghdadi já foi noticiada várias vezes e a confirmação veio de diferentes entidades. Aconteceu pela primeira vez a 6 de setembro de 2014, quatro anos depois de assumir a liderança do grupo terrorista. Dois dias depois veio a primeira confirmação de que, afinal, al-Baghdadi estava vivo. O mesmo voltou a acontecer em 2015, 2016 e, mais recentemente, em 2017.

Marta Leite Ferreira h 20 horas