Encarar o futuro de frente

O título deste artigo é também o título do livro* onde reuni todos os artigos que, desde 2017, publiquei no Observador, Eco online e nos jornais regionais Diário do Distrito e O Setubalense. Neste livro abordo temas tão diversos como a saúde, a mobilidade social, a natalidade, o politicamente, o distrito de Setúbal, a pandemia entre outros.


A saúde foi um dos temas que a esquerda mais utilizou para pedir os votos dos portugueses nas eleições de 2015. Todos nos lembramos do mantra "os liberais estão a destruir o Serviço Nacional de Saúde". Sejamos honestos, em boa verdade alguém pode dizer que hoje o SNS funciona melhor que em 2015? Será que hoje os portugueses têm melhor acesso à saúde ou cuidados de saúde de melhor qualidade?




  • No entanto todos nos lembramos das promessas de António Costa nessas eleições:

  • Médico de família para todos os portugueses: falhou

  • Construção de novos hospitais em Lisboa e no Seixal: falhou

  • Melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde: falhou

  • Melhor acesso à saúde: falhou


O governo do PS falhou e continua a falhar no que à saúde diz respeito.

A mobilidade social é a capacidade de alguém nascido no seio de uma família pobre melhorar a sua condição de vida através do trabalho e depende essencialmente de duas variáveis, do crescimento económico do local onde vive e da escolaridade que atingiu. Portugal encontra-se em estagnação económica há 25 anos e a "paixão pela educação" que a esquerda sempre manifestou resultou em perda da autoridade dos professores, aumento da violência nas escolas e milhares de alunos sem aulas a meio do ano lectivo. Desta forma, sem crescimento económico e sem educação de qualidade para todos, o socialismo apenas condenou os portugueses à pobreza


Portugal está sentado numa bomba-relógio no que à natalidade diz respeito. Em cerca de cinco décadas o número de nascimentos caiu para menos de metade, no início dos anos sessenta, havia mais de 200 mil nascimentos por ano, actualmente esse número é inferior a 90 mil. Desde 2009 o número de mortes é maior que o número de nascimentos, 2020 foi o ano com maior saldo negativo desde 1918. Segundo o INE a população portuguesa poderá ser de 7 ou 8 milhões em 2060 e poderemos passar de 340 para 110 pessoas em idade activa para cada 100 idosos, com todos os problemas sociais e económicos que isso acarreta.


Precisamos então de ter políticas públicas que vão ao encontro dos desejos dos jovens casais e lhes permitam concretizarem o seu projecto de vida de terem mais filhos.


Por fim abordarei o futuro da sociedade e da política portuguesa, focando-me na questão que interessa: como nos poderemos ver livres do socialismo?


O centro-direita precisa de começar de novo. Precisa de voltar a ouvir as pessoas na rua, tomar nota das suas necessidades e das suas ambições. É preciso devolver a esperança de que em Portugal é possível subir na vida através do trabalho, é preciso que os portugueses acreditem que é possível neste país concretizarem os seus projectos de vida. Esta foi a receita do sucesso da Iniciativa Liberal nas últimas eleições.


Portugal não pode abdicar dos seus valores, esta é uma terra de tolerância onde todos aqueles que vêm para concretizar os seus sonhos e ambições são bem-vindos, sabendo que devem respeitar o nosso modo de vida.


Este é um país que deve estar orgulhoso da sua História, da sua cultura e das suas tradições, é isso que nos une e nos torna únicos e todos aqueles que nos tentam dividir, todos os que nos apelidam de racistas, homofóbicos ou intolerantes devem saber que não terão sucesso. Os líderes de centro-direita devem ter a coragem de colocar de lado o politicamente correcto.


É preciso uma visão de longo prazo, é preciso uma visão de futuro e foi por isso que eu escrevi este livro.


* Gostaria de agradecer a todos a oportunidade que me deram de escrever nos vossos espaços. O livro tem prefácio de Carlos Guimarães Pinto e posfácio de Cecília Meireles e será apresentado no próximo dia 20 de Maio às 17 horas no Soho Club em Alcântara.

Diogo Prates h 1 mês