O Observador: 8 anos de vida a fazer a diferença

A história do Observador. O seu impacto. A sua marca. Os resultados.

No final de 2011 três pessoas, António Carrapatoso, José Manuel Fernandes e Rui Ramos, vindas de meios diferentes (as empresas, o jornalismo e a universidade), mas igualmente interessados na vida pública do país e com histórico de intervenção de cidadania, encontraram-se e começaram a pensar no lançamento de um novo órgão de comunicação social, de informação, que nascesse a partir do digital.


Após dois anos de trabalho em que foram reunidas todas as condições necessárias, o jornal Observador foi lançado em 19 de Maio de 2014, já com o Duarte Schmidt Lino (advocacia) integrado na equipa dos fundadores iniciais.


Essas condições incluíam a garantia do apoio de um conjunto de acionistas com o perfil e postura cívica desejados, uma equipa e uma plataforma digital preparadas, uma estratégia e um plano claros e diferenciados, prontos para implementar, e um mercado demonstrando já uma apetência significativa por um novo projeto na área digital.


Em 2019 foi lançada a rádio Observador, e reforçados os vetores de áudio e de vídeo do projeto, que assim se tornou num verdadeiro grupo de comunicação social.



O estúdio principal da Rádio Observador

Desde o seu arranque o Observador inovou, nomeadamente quando, contra o senso comum de então, demonstrou que no digital é possível publicar artigos mais longos e mais profundos do que no papel e ainda enriquecidos com a multimédia.


Foi também pioneiro em muitos dos conceitos e produtos que desenvolveu como as newsletters, os podcasts, os fact check, os explicadores, os "em directo", o votómetro, etc.


E ainda integrou o texto com o áudio e vídeo, transformando-se numa plataforma triple play.


O Observador tem sido portanto um dos principais motores do desenvolvimento e inovação da Comunicação Social em Portugal, nomeadamente na área digital.


Ao mesmo tempo a marca Observador ganhou grande reconhecimento. O grupo Observador colocou-se na linha da frente entre os órgãos de comunicação social com mais impacto e influência na nossa sociedade, sobretudo tendo em conta a dimensão dos recursos financeiros e humanos utilizados.


A equipa do Observador é constituída hoje por 140 pessoas que têm a capacidade, motivação e o grande mérito de todos os dias fazerem um jornal e uma rádio de qualidade. O que compara com mais de 300 pessoas em projetos equivalentes existentes no mercado (quando se agrega um jornal e uma rádio de informação).


Mas os resultados que mais nos entusiasmam têm a ver com a razão de ser da nossa existência: chegar a um muito elevado número de leitores e ouvintes, oferecendo-lhes informação independente e de qualidade, generalista e relevante, de acordo com as suas necessidades, deixando-os melhor informados e esclarecidos.


De facto temos atualmente no nosso jornal, num mês "normal", cerca de sete milhões de visitantes únicos (que corresponderão a mais de três milhões de pessoas diferentes, dado o conceito de visitante único ser calculado por terminal utilizado) que nos fazem 22 milhões de visitas, acedendo à nossa rádio digital um milhão de visitantes únicos que realizam 2 milhões de downloads de podcasts.



A sede do Observador no lisboeta Bairro de Alvalade

O projeto cresceu assim nestes 8 anos para além das expectativas dos seus fundadores, dos acionistas, da equipa e do mercado e sector em geral.


No Observador os resultados económico-financeiros também têm evoluído muito favoravelmente.


Desde o nosso arranque as receitas do Observador foram crescendo consistentemente (nos últimos 5 anos em média 25% ao ano) e o nosso grupo tem vindo gradualmente a aproximar-se de resultados operacionais positivos. Em 2021 as nossas contas fecharam com receitas de cerca de 6,5 milhões de euros e com resultados operacionais negativos em decrescendo, de apenas 230 mil euros, perto do break-even operacional.


Pretende-se num futuro próximo, nos próximos anos e na configuração atual dos negócios do grupo, que os resultados operacionais passem a ser recorrentemente positivos e não apenas pontualmente num ou noutro ano.


Tal é um desafio enorme, naturalmente de sucesso não plenamente garantido, dados os condicionantes que se colocam a um projeto novo em Portugal, como o nosso é, na área da Comunicação Social e com enfoque na Informação, sem entretenimento (ver artigo publicado em maio de 2020 sobre o estado da Comunicação Social em Portugal).



Os conspirativos. A independência do Observador.

É curioso, mas não incomum, como logo desde o início alguns quiseram descortinar interesses ocultos no nosso projeto. Que seria para apoiar este ou aquele partido, esta ou aquela personalidade, ou determinados interesses empresariais, que iria adotar uma prática de passar recados, buscar apoios do Estado ou mesmo procurar impor uma nova linha ideológica, tomar conta de um partido ou lançar outro.


Ou então auguraram uma vida curta para um projeto que não seria realista rentabilizar e sustentar, nomeadamente sem o apoio comprometido de grandes anunciantes ou de um banco, ou de mecenas ou financiadores mais ou menos anónimos com bolsos fundos que financiassem empréstimos ou cobrissem prejuízos de milhões, ano após ano.


Terão porventura existido neste país, ou nele poderão ainda continuar a existir, alguns projetos, que assim funcionam, mas no Observador não acreditamos em projetos de Comunicação Social com esse tipo de funcionamento e dependências. Acreditamos sim em projetos verdadeiramente livres, ou seja, independentes e sustentáveis.


A independência é desde logo garantida pelos fundadores que conceberam o projeto e o orientam e que constituem o Conselho de Administração Executivo, e pelos acionistas, trazidos pelos primeiros, que se manifestam, sem motivações de interferência editorial, nos seus órgãos próprios que são o Conselho Geral e de Supervisão (os maiores) e na Assembleia Geral.



A redação do Observador, no Bairro de Alvalade, em Lisboa

É ainda garantida por uma cultura organizacional de independência que desde o início se promove nas várias chefias e equipa em geral, em todas as áreas da organização, designadamente através do exemplo, e que se encontra cada vez mais consolidada entre todos aqueles que trabalham no Observador.


Ser independente não quer dizer que o Observador não tenha um ponto de vista. Isso também faz parte da sua diferenciação e dos valores da sua marca a par com a orientação para o leitor, ouvinte ou espectador, e da aposta na qualidade, profundidade e acessibilidade dos seus conteúdos.



O ponto de vista do Observador

Outros terão também um ponto de vista. Alguns destes não o assumirão como o Observador e há quem possa mesmo optar por não definir o seu ponto de vista porque prefere manter-se como "institucional", num posicionamento de bloco central e tipo "parlamento", quase parte do sistema político.


O Observador não é assim e o seu ponto de vista tem no seu centro a permanente defesa do interesse público e dos cidadãos e a liberdade. É um ponto de vista que dá uma personalidade e atitudes claras e próprias ao Observador, pois procuramos dar o nosso contributo para termos em Portugal cidadãos cada vez mais independentes, mais bem preparados, participativos e autónomos, mais cultos e solidários, cidadãos que não sejam explorados ou condicionados na sua liberdade e iniciativa por poderes dominantes abusivos, públicos ou privados.


Esses abusos de poderes dominantes podem vir do Estado e suas instituições, ou de outras áreas, nomeadamente partidárias, empresariais, sindicais ou corporativas que têm que ser devidamente escrutinadas.


Identificamo-nos com os cidadãos que entendem e desejam que o Estado seja forte, bem gerido e focado nos seus atributos essenciais e principalmente que esteja ao seu serviço e não de grupos ou corporações particulares. E ainda que as políticas públicas devem ter por fim a possibilidade de realização de cada cidadão (e sendo o caso das famílias), incluindo o acesso a uma vida condigna, bem como a maximização dos benefícios sociais para todos e na medida das suas necessidades.


Não nos subjugamos antes questionamos o politicamente correto ou qualquer imposição forçada de novas normas ou estruturações de convivência social, e ao mesmo tempo evidenciamos o caminho da tolerância, da abertura, da diversidade e da liberdade de cada um fazer as suas escolhas.


Escrutinamos também o funcionamento da democracia e dos agentes políticos sejam eles de que partido forem, como temos demonstrado.


O ponto de vista do Observador manifesta-se desde logo na sua área de Opinião em que os critérios principais de seleção são os da independência e qualidade mas não deixando a maioria dos colunistas regulares de se enquadrar no ponto de vista do Observador, mantendo-se naturalmente como responsáveis pelos seus próprios textos, que produzem em plena liberdade e em diversidade de posições.


O ponto de vista do Observador não é nem partidário nem programático. Em termos mais políticos, simplistas e comuns, podemos dizer que se situa entre uma esquerda menos estatizante e mais liberal e uma direita democrática.


O ponto de vista do Observador também está presente, de forma diferente, na sua linha editorial, sendo que aí a primeira prioridade é a da escrupulosa imparcialidade e correção na referência a todos os factos relevantes e a sua confirmação por consulta de múltiplas fontes. O que existe é uma particular atenção relativamente aos temas que fazem parte do ponto de vista do Observador e a preocupação de olhar para as realidades e as questionar por mais do que por uma única perspetiva.


Em termos editoriais o Observador (jornal e rádio) ativamente promove com imparcialidade o debate político entre as várias personalidades e forças existentes com os seus vários pontos de vista e propostas políticas diferenciadas, dando ativamente voz a todos.



A primeira redação do Observador ficava no lisboeta Bairro Alto, num edifício que em tempos acolhera o Diário Popular
O Observador é cada vez mais indispensável

Chegados a este oitavo aniversário é com satisfação que vemos o enorme contributo que o Observador tem dado para o sector da Comunicação Social e para a nossa sociedade.


E reconhecemos, e assumimos a responsabilidade, do ainda maior contributo que pode dar para o futuro do nosso país.


A nossa sociedade está cada vez mais envelhecida e mais atrasada face aos países mais comparáveis. As possibilidades e oportunidades para os cidadãos são no território nacional cada vez mais reduzidas, havendo muita dificuldade em encontrar um emprego ou trabalho qualificado e bem remunerado. Demasiados jovens emigram. As desigualdades, para além das económicas, têm crescido. Muitos lugares estão permanentemente ocupados pelos de sempre e os poderes dominantes persistem na área privada e em significativo crescendo no Estado.


O Estado continua demasiado ao serviço de determinados grupos e interesses, incluindo partidários, endividado, com serviços e proteção social desajustados e ineficientes. Assume-se como o maior poder dominante de todos, dele muitas vezes abusando e "explorando" os cidadãos.


Não se promove suficientemente a autonomia, a independência, a qualificação e a liberdade dos cidadãos. Antes a sua dependência, muito por motivos eleitoralistas. A comunicação social tem condicionantes que a impedem de ser verdadeiramente forte e independente e fazer o escrutínio devido aos vários poderes instalados.


As práticas estatizantes e corporativas em desfavor dos cidadãos e da sua liberdade predominam já há muitos anos. O mesmo partido perdura na governação, agora com maioria absoluta. O país recebe o montante mais elevado de fundos alguma vez recebidos da Europa.


Por tudo isto ainda bem que temos o Observador, para escrutinar, explicar e "vigiar".


O Observador é cada vez mais indispensável!



Agradecimentos

Finalmente os agradecimentos devidos.


Para além dos agradecimentos aos "stakeholders" internos (nomeadamente acionistas, equipa, colunistas, e comentadores) e aos nossos vários parceiros e colaborações, cumpre neste mês do nosso oitavo aniversário agradecer a todos os nossos leitores, ouvintes e espectadores a confiança que em nós têm depositado e por nos continuarem a escolher como a sua fonte privilegiada de informação.


Uma palavra final especial de agradecimento vai para os nossos 25 mil assinantes, no jornal, que contribuem de forma determinante para termos os recursos mínimos que nos permitam exercer a nossa atividade de acordo com os padrões que estabelecemos e da forma que os nossos leitores, ouvintes e espectadores esperam e merecem.


Todos podem contar com o Observador, jornal e rádio!


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Obrigado.

António Carrapatoso h 1 mês