Reportagens sobre Weinstein ganham Prémio Pulitzer

O jornal The New York Times e a revista The New Yorker ganharam esta segunda-feira o Prémio Pulitzer na categoria ''Public Service'' pelas reportagens feitas no caso do escândalo sexual que envolveu Harvey Weinstein. As peças jornalísticas revelavam as histórias de várias mulheres que acusaram o produtor de abuso sexual. Além disso, mostravam como é que Weinstein conseguiu esconder estes casos durante vários anos.

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O impacto destas histórias rapidamente tomou outras proporções: vários homens e mulheres denunciaram os abusos que tinham sofrido durante vários anos nas mais variadas áreas, como o entretenimento, o desporto ou a música, naquilo que ficou conhecido como o movimento #MeToo. O ator Kevin Spacey, o antigo médico da seleção americana de ginástica Larry Nassar e o maestro James Levine foram algumas das pessoas que viram os seus nomes mencionados.

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A cobertura à investigação feita à ingerência russa nas eleições norte-americanas de 2016 também foi premiada, mas na categoria ''National Reporting''. Os vencedores foram o The Times e o The Washington Post. O The Press Democrat of Santa Rosa ganhou o prémio para ''Breaking News Reporting'' pela cobertura dos fogos florestais na Califórnia em 2017, que mataram 44 pessoas e destruíram mihares de casas.

Os Pulitzer fora anunciados na Universidade de Columbia, naquela que foi a 102.ª edição dos prémios criados por Joseph Pulitzer. Os vencedores do prémio ''Public Service'' recebem uma medalha de ouro e os outros premiados recebem 15 mil dólares (cerca de 12 mil euros).

Observador h 10 dias