"O PSD não é agremiação de interesses individuais" - como aconteceu

Notícia em atualização



3:56 - Vítor Matos
O fim do clube de amigos no PSD

Para terminar o nosso liveblog, fica aqui o artigo sobre a noite e o discurso de Rui Rio, pelo Rui Pedro Antunes que esteve no Sheraton do Porto. Obrigado por nos ter acompanhado.

http://observador.pt/2018/01/14/rio-declara-fim-do-psd-como-clube-de-amigos-e-poupa-costa-no-discurso-da-vitoria/



1:50 - João Cândido da Silva
Os vencedores, os vencidos e os espectadores

Rui Rio não foi o único vencedor, Pedro Santana Lopes não foi o único derrotado e os social-democratas não foram os únicos afectados. O que é que se segue a esta campanha? Miguel Pinheiro faz o balanço dos vencedores, vencidos e espectadores das eleições no PSD.

http://observador.pt/2018/01/14/psd-os-vencedores-os-vencidos-e-os-espectadores/



1:29 - Vítor Matos
Não será por aí, mas por aqui...

Pode ler aqui o artigo da Rita Tavares que passou a noite junto à candidatura de Pedro Santana Lopes, que desta vez disse que ia andar "por aqui", seja lá o que isso possa significar.

http://observador.pt/2018/01/14/agora-e-mais-por-aqui-disse-depois-de-assumir-a-derrota-continuo-a-ser-o-pedro-santana-lopes/



1:00 - Vítor Matos
Santana ganhou no distrito de Lisboa

Santana Lopes ganhou na Distrital de Lisboa, mas não chegou para recuperar a distância que Rui Rio já tinha no resto do país. O lisboeta teve 3.046 votos contra 2.286 votos do portuense.



0:25 - Vítor Matos
Paulo Ribeiro vence Rodrigo Gonçalves na concelhia de Lisboa

No concelho de Lisboa, foi dia de dupla eleição, não só para a presidência do PSD nacional, mas também para a liderança da concelhia. Paulo Ribeiro, apoiante de Santana, teve 1.117 votos, mais 98 sufrágios do que Rodrigo Gonçalves, apoiante de Rio, que contabilizou 1.019 votantes. Este é o resultado de uma longa luta pela maior concelhia do país, e o culminar de uma guerra fratricida entre fações do PSD em Lisboa.

Segundo apurou o Observador, poderá ter contribuído para este resultado tangencial a mudança de lado de um dos sindicatos de voto: o de Ismael Ferreira, que estava com Rodrigo Gonçalves, apoiante de Rui Rio. Como Ismael é pastor evangélico, mudou de fação por causa das posições mais liberais de Rio Rio quanto a causas fraturantes como a eutanásia. Resta saber se mobilizou votos para o lado de Santana ou se nem chegou a fazê-lo.



0:08 - Vítor Matos
O que significa uma abstenção de 40%? Caciquismo

Este nível de abstenção no PSD é, mais uma vez, a prova de que as quotas dos militantes são pagas em massa e por atacado. E que muitos militantes só vão votar se forem mobilizados diretamente pelos caciques locais para votar. A 15 de dezembro, no último dia para pagar quotas, entraram cerca de 20 mil militantes no ficheiro, que se somaram aos 50 mil que já tinham a sua situação regularizada para poderem exercer o voto.

Os 40% de abstenção significam que 28,4 mil inscritos dos 70,6 mil com quotas pagas não foram votar.

Ou seja, quase 30 mil pessoas foram teoricamente proativas para pagar as quotas de 12 euros anuais -- por multibanco, transferência bancária ou vale postal --mas depois decidiram não ser proativas no voto.



23:57 - Vítor Matos
PSD mantém altos níveis de abstenção

Esta eleição no PSD manteve os altos níveis de abstenção habituais nas eleições internas do partido. Cerca de 40% dos militantes com quotas pagas não foram votar. Em 2007 e em 2010, a abstenção em termos percentuais foi mais baixa. Fica também em terceiro lugar quanto à mobilização absoluta de militantes.

Nesta disputa entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes votaram 42.254 militantes do PSD -- segundo os dados provisórios anunciados pela sede do PSD -- o que representa uma participação de 59,7% dos sociais-democratas que tinham as quotas em dia. O universo total de de militantes inscritos foi de 70.692 militantes, que também é a terceira mais participada das quatro eleições internas disputadas. Isto significa que a disputa de 2008 entre Ferreira Leite, Passos e Santana, assim como a luta de 2010 entre Passos, Rangel e Aguiar-Branco, mobilizaram mais inscritos e mais votantes.

No que se refere às quatro eleições diretas disputadas no PSD, esta eleição só mobilizou mais votantes e inscritos do que a eleição de 2007, entre Marques Mendes e Luís Filipe Menezes.

  • Em 2007, no primeiro ano em que houve diretas no PSD e em que Luís Filipe Menezes venceu Luís Marques Mendes, estavam inscritos 63 mil militantes (dos quais apenas votaram 39 mil). A abstenção foi de 38%.
  • Em 2008, nas internas ganhas por Manuela Ferreira Leite contra Passos Coelho e Santana Lopes, o número de militantes atingiu os 77 mil (votaram só 45 mil). A abstenção foi de 41%.
  • Em 2010, quando Pedro Passos Coelho conquistou a liderança do partido e derrotou Paulo Rangel e José Pedro Aguiar-Branco, o universo eleitoral foi de 78 mil filiados (mas votaram apenas 51 mil). A abstenção foi de 34%.
  • Quando Passos concorreu sozinho em 2010, a abstenção foi de 60%, e em 2014 foi de 58%.


23:48 - João Cândido da Silva
António Costa felicita Rui Rio

O secretário-geral do PS saudou hoje os militantes do PPD/PSD pelo "momento tão importante da sua história" e felicitou Rui Rio pela sua eleição para a presidência do partido, desejando-lhe felicidades na liderança da oposição.

Esta mensagem de António Costa foi enviada à agência Lusa logo após o recém-eleito presidente do PSD, Rui Rio, ter feito o seu discurso de vitória nas eleições diretas dos sociais-democratas.

"Saúdo democraticamente o PPD/PSD e os seus militantes neste momento tão importante da sua história. Ao dr. Rui Rio felicito-o pela sua eleição e desejo-lhe as maiores felicidades na liderança da oposição", declarou António Costa.

Lusa



23:26 - Miguel Santos Carrapatoso
Carlos Moedas sublinha "grande resultado" de Rio e agradece "contributo invulgar" de Passos

Carlos Moedas admitiu, logo em outubro, ter ligado a Santana Lopes, numa telefonema de "incentivo" por considerar que o antigo primeiro-ministro "ainda [tinha] muito para dar aos país". Depois, ficou à margem da eleição interna no PSD, não participando em ações de campanha, pelas funções que desempenha em Bruxelas. Esta noite, felicitou Rui Rio pelo "grande resultado".

O comissário europeu considera que, com a escolha do sucessor de Pedro Passos Coelho, "abre-se agora um novo ciclo político em que o PSD, unido, deverá mobilizar-se para a afirmação desta nova liderança com vista às próximas eleições de 2019".

Moedas agradece, aliás, a Passos Coelho pelo "contributo invulgar que deu ao País e ao PSD" durante os quase sete anos em que liderou o partido e os quatro anos em que foi primeiro-ministro. "Ao Pedro Santana Lopes, uma palavra de agradecimento pela humildade e coragem demonstrada em travar mais um combate político em prol do PSD", diz ainda o comissário europeu, ex-secretário de Estado Adjunto de Passos.

https://www.facebook.com/cmoedas/posts/1716976551655949

* Por Pedro Rainho



23:22 - Miguel Santos Carrapatoso
"Só conseguiremos um futuro melhor se formos capaz de construir uma sociedade mais justa"

"Só conseguiremos um futuro melhor se formos capaz de construir uma sociedade mais justa e mais solidária. Muito obrigado. Viva ao PSD, viva a Portugal". Terminou há instantes o discurso de Rui Rio, o primeiro como líder do PSD.



23:21 - Vítor Matos
Rio promete oposição sem populismo

Antes de terminar o discurso, uma palavra para o Governo a prometer defender o interesse nacional e contra o populismo e outra para Marcelo Rebelo de Sousa: "O atual governo terá na nova liderança do PSD, uma posição firme e atenta, mas nunca demagogia populista, e nunca contra o interesse nacional", afirmou Rio.

"O Presidente da República terá no PSD a lealdade dos princípios éticos", e também a "colaboração institucional que o país e o regime necessitam".

Rui Rio, PSD, eleições diretas, Partido Social Democrata, Porto, (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

23:18 - Miguel Santos Carrapatoso
Rio promete oposição à "frente de esquerda" a partir de fevereiro

"A partir de fevereiro iniciaremos a construção de uma alternativa de governo à atual frente de esquerda que se formou no Parlamento. Uma alternativa capaz de dar a Portugal uma governação mais firme, mais corajosa capaz de enfrentar os grandes problemas estruturais com que há muito o país se confronta".



23:16 - Vítor Matos
"PSD não é uma agremiação de interesses individuais", diz Rio

Depois de invocar Sá Carneiro, Rio diz que esta esta "é a herança que o fundador do partido legou". E acrescenta: "Esta é a verdadeira matriz do PSD, a bússola que sempre me orientou."

"O PSD não foi fundado para ser um clube de amigos, nem foi pensado para ser uma agremiação de interesses individuais", afirma, para ser muito aplaudido. "O PSD é o partido que deu a o país o maior impulso de crescimento e desenvolvimento da economia portuguesa."

Rui Rio, PSD, eleições diretas, Partido Social Democrata, Porto, (JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR)

23:16 - Miguel Santos Carrapatoso
O agradecimento a Pedro Passos Coelho

"Com a realização do congresso nacional em fevereiro, onde serão finalmente eleitos e empossados os novos , iniciaremos uma nova etapa da vida do PSD. Com ela vai-se também fecha um ciclo da vida política do partido, que foi muito exigente. Todos sabemos que Pedro Passos Coelho teve de enfrentar a mais grave e mais longa crise que o país viveu nos últimos 40 anos. Na história vai ficar registar o nosso agradecimento".



23:14 - Miguel Santos Carrapatoso
Rui Rio promete respeitar herança de Sá Carneiro

"Quando em maio de 1974, Francisco Sá Carneiro fundou o PPD, acompanhado por um notável [conjunto] de personalidades, fizeram-no com um propósito: proporcionar à recém-nascida a organização de uma força político-partidária onde a maioria dos portugueses pudesse ver interpretada os seus ideais. Este é o ADN do PSD".



23:10 - Miguel Santos Carrapatoso
Francisco Pinto Balsemão homenageado

Rui Rio reserva agradecimentos particulares a Francisco Pinto Balsemão, primeiro subscritor da candidatura, Nuno Morais Sarmento, David Justino, Paulo Mota Pinto, a Salvador Malheiro, presidente da Câmara de Ovar e coordenador da campanha do antigo autarca.



23:07 - Miguel Santos Carrapatoso
As palavras para Santana e a promessa de "unidade"

O novo líder do PSD agradece também aos que nele não votaram e a Pedro Santana Lopes. É tempo de "unidade" no partido, sublinha Rio.



23:06 - Miguel Santos Carrapatoso
Rio agredece a todos os que estiveram com ele

"Sincero agradecimento a todos que tão empenhadamente estiveram comigo". As primeiras palavras de Rui Rio.



23:05 - Vítor Matos
Rui Rio vai começar a discursar: "Rio vai em frente tens aqui a tua gente", ouve-se.



23:05 - Rita Tavares
"Continuo a ser o Pedro Santana Lopes" e agora "vou andar por aqui"

Em 2005, no congresso depois das legislativas de 2004 (e da maioria absoluta do PS de Sócrates), Santana disse a célere frase "Não me despeço, vou andar por aí". Esta noite, ainda à porta do elevador do hotel, foi questionado se é assim que vai continuar e respondeu: "Agora é mais por aqui". Santana diz que vai "pensar e avaliar" com "serenidade" os resultados, mas com uma garantia que deixa à saída da derrota eleitoral e questionado se desiste da vida política: "Nunca. Enquanto viver, lutarei pelos ideais em que acredito".

Quanto ao seu futuro profissional -- e uma vez que deixou a provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para entrar neste combate político -- respondeu: "Continuo a ser o Pedro Santana Lopes e assumi tudo o que fiz, a que agora se junta mais esta campanha". Depois diz que é "advogado, graças a Deus, docente universitário humilde. Continuarei a trabalhar na vida privada, não desistindo dos combates políticos".



Fotografia: Rafael G. Antunes



23:00 - Rita Tavares
Santana: "Mesmo que me dissessem que o resultado ia ser pior, faria este combate na mesma" 

Já à porta do elevador, depois da declaração de derrota, Santana voltou a falar aos jornalistas para dizer que "sem dúvida nenhuma, sem dúvida nenhuma" iria a votos, mesmo sabendo que "o resultado ia ser este. Eu tinha de fazer este combate e tinha de fazer esta clarificação".

Mesmo que me dissessem que o resultado ia ser pior, faria este combate na mesma"

O candidato que saiu derrotado nestas diretas diz mesmo que não ficaria bem com a sua "consciência se não tivesse feito este caminho, se não tivesse provocado este esclarecimento, mostrado estas diferenças e ter a consciência plena que fiz tudo para os militantes do PSD poderem escolher".



22:57 - Vítor Matos
Assunção Cristas já cumprimentou Rio

A líder do CDS, Assunção Cristas, já cumprimentou Rui Rio pela vitória, informou o partido. "Formulou votos de felicidades no exercício do seu mandato".



22:50 - Pedro Raínho
Rio vence com 54,37% dos votos

Rui Rio venceu as eleições no PSD com 54,37% dos votos, correspondentes a 22.611 votos colocados à frente do nome do portuense. Santana Lopes recolheu 45,63% dos votos (correspondentes a 18.974 boletins em seu nome). Os números, ainda "provisórios", foram anunciados pelo presidente do Conselho de Jurisdição do PSD, Jorge Pracana.

Os dados são provisórios porque, neste momento, falta ainda apurar 11 das 325 secções. Na eleição em que Rui Rio e Santana Lopes disputavam a sucessão de Passos Coelho votaram 42.254 militantes do PSD, numa participação de 59,77% dos sociais-democratas que tinham as quotas em dia (um universo de 70.692 militantes).

Ao longo da tarde eleitoral, foi crescendo a ideia de que a participação dos sociais-democratas era significativa. Na curta declaração aos jornalistas, na sede do partido, o responsável do Conselho de Jurisdição congratulou os militantes pela "forte mobilização" demonstrada. "A campanha que nos trouxe aqui foi longa, mas foi também muito participada", sublinhou Jorge Pracana.

Outros números: foram contabilizados 440 votos em branco e 229 votos nulos.



22:50 - Rita Cipriano
Duarte Pacheco considera que liderança de Rio permite ao PSD vencer legislativas

O deputado Duarte Pacheco acredita que o PSD está agora em condições de conseguir vencer as próximas eleições legislativas, considerando que o novo líder do partido tem um "projeto mobilizador" para o país. Segundo Duarte Pacheco, que se encontra num hotel do Porto que Rui Rio escolheu para esta noite das eleições internas do PSD, o novo líder do partido obteve "uma vitória expressiva".

"O que temos assistido nos últimos dois anos é a gestão do dia a dia, o que precisamos é de mudar este país, para que volte a ser dos que mais crescem na União Europeia, como foi no tempo do professor Cavaco Silva", afirmou. Segundo o social-democrata, agora o "mais importante é a unidade do partido e levar o partido a vencer as eleições para bem do país". "E cada um tem que fazer esse esforço", vincou.

Agência Lusa



22:48 - Rita Dinis
Ouve-se o hino "Somos um rio", o hino escolhido por Rui Rio e que tem tocado em toda em toda a campanha.

Rio vai falar dentro de momentos.



22:38 - Rita Tavares
Santana deixa a promessa: "Vou continuar a combater politicamente"

Santana diz que "em três meses "fez-se um trabalho fantástico" e agora deixa o apelo principal" "a quem vai dirigir o partido: olhem para o país todo. Equilibrar o desenvolvimento do país e todo o seu território". Também promete: "Vou continuar a combater politicamente. Só é derrotado quem desiste de lutar" (a última frase era repetida por Salgado Zenha).



22:38 - João Porfírio
Rui Rio: "Estou tranquilo e feliz, claro! Estou a ver o Benfica ganhar"

Rui Rio permitiu fotojornalistas e operadores de câmara subirem até ao andar onde está com a sua comitiva. Numa sala, pequena, com duas televisões: uma com o Braga - Benfica e outra com a SIC Notícias.
Em declarações ao Observador, Rio diz estar "tranquilo e feliz" pela sua vitória para também pela vitória do Benfica frente ao Braga.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

22:33 - Rita Tavares
Santana: "A responsabilidade é minha"

"A responsabilidade é minha", diz Santana que assume que como "politólogo humilde" está "interessado em fazer a análise detalhada" dos resultados.

Depois pede a todos "para não estarem tristes" e diz que não está porque está "de consciência tranquila". A sala levanta-se num longo aplauso e Santana mostra-se comovido.



Fotografia: Rafael G. Antunes



22:31 - Rita Tavares
"Espero que Portugal fique bem servido com esta escolha"

"O PPD-PSD fez a sua escolha", começa por dizer Santana que diz esperar "que Portugal fique bem servido com esta escolha. Os militantes saberão no seu juízo democrático qual era e qual é a melhor solução para o partido".



22:29 - Rita Tavares
O candidato derrotado começa por dizer que os resultados que existem foram suficientes para já ter ligado a Rui Rio a dar "os parabéns e desejar felicidades".



22:28 - Rita Tavares
Santana sobe ao palco e grita PSD mas logo corrige para "PPD, PPD, PPD"



22:27 - Rita Tavares
Santana Lopes entra agora na sala para a intervenção final. Grita-se "PSD" e por "San-ta-na".



Fotografia: Rafael G. Antunes



22:26 - Rita Dinis
O staff de Rui Rio começa agora a distribuir bandeiras do PSD pelos apoiantes que estão na sala no Sheraton, à espera. Finalmente alguma cor, para condizer com o clima de vitória, numa sala que só agora começa a encher.



22:23 - Rita Tavares
Aos dez minutos iniciais foram-se somando mais dez minutos e ainda continua a espera por Santana Lopes. Ao hotel de Lisboa onde o candidato passou a noite eleitoral chegaram (finalmente) alguns dos amigos políticos e apoiantes desta candidatura: Pedro Pinto, Teresa Morais e Rui Machete.



22:15 - Rita Dinis
Diretor de campanha diz que Rio está "satisfeito"

Começam a entrar os primeiros apoiantes de Rui Rio na sala onde são esperadas as reações à vitória. Salvador Malheiro, o diretor de campanha, foi recebido com abraços por figuras como o deputado Duarte Pacheco ou Emídio Guerreiro. Disse que já tinha falado com Rio e que estava "satisfeito". "É muito bom chegar aqui e sentir o sabor da vitória", disse ainda.

Aos jornalistas, Malheiro disse ainda que já tinha falado com o diretor de campanha de Santana Lopes, João Montenegro, e que continuam amigos como antes. "Era meu amigo antes, foi meu amigo durante e vai continuar a ser", disse, num discurso conciliatório.



22:05 - Rita Tavares
Santana já telefonou a Rio a felicitá-lo pela vitória

Pedro Santana Lopes já ligou a Rui Rio a felicitá-lo pela vitória, segundo fonte da candidatura.



21:45 - Vítor Matos
Rui Rio ganha a liderança do PSD

Com a vitória já confirmada nas três das quatro maiores distritais do PSD, Rui Rio sucede a Pedro Passos Coelho. A vitória em Braga, Aveiro e no Porto, faz com que Santana Lopes não consiga recuperar mesmo que ganhe em Lisboa com uma diferença considerável.



21:43 - Rita Tavares
Santana prepara-se para declaração final

Santana Lopes vai descer dentro de dez minutos para fazer a declaração sobre a noite eleitoral. Nos últimos minutos, ao hotel Júpiter em Lisboa, chegaram familiares e amigos do candidato a presidente do PSD. Junto de Santana estão as irmãs e alguns dos filhos, amigos e apoiantes do partido, como o ex-secretário de Estado da Cultura Barreto Xavier, bem como Almeida Henriques e Telmo Faria.



21:36 - Vítor Matos
Rui Rio com 60% quando estavam quase metade das mesas apuradas

Quando estavam apuradas 156 mesas de voto e havia 168 por apurar, Rui Rio liderava com 60% e 8.415 votos. Santana tinha 40% e apenas cinco mil votos.



21:32 - Miguel Santos Carrapatoso
Rui Rio ganha no distrito do Porto

Rui Rio ganhou também no distrito do Porto. O ex-presidente da Câmara portuense somou 4.571 votos contra os 3.311 de Santana Lopes. Em todo o distrito, Santana venceu apenas nos concelhos da Trofa e de Lousada.



21:23 - Vítor Matos
Santana vence à justa no concelho de Lisboa

No concelho de Lisboa, um dos resultados mais esperados -- onde Rui Rio tinha um forte apoio --, Santana Lopes ganha por poucos votos com 1.117 militantes a votar no lisboeta e 1.019 a votar no portuense.



21:22 - Rita Tavares
...e aqui não há festa, mas há comida (e as salas "menina" e "moça" à espera de Santana)

Onde há comida, juntam-se pessoas. E se a sala do hotel onde está reunida a candidatura de Santana Lopes está vazia (a junção de duas salas, a "menina" e a "moça"), a sala ao lado está mais composta. Pode não haver (até agora) grandes motivos para festejos por aqui, mas há um buffet, por isso é por aqui que se vão juntando os apoiantes de Santana que continua recolhido nos pisos superiores do hotel.





21:22 - Rita Dinis
O serão vai ser longo, mas na sede de Rio, no Porto, não há água nem comida...

No Porto, apesar de os primeiros indicadores apontarem para uma provável vitória de Rui Rio, o ambiente no hotel onde a equipa vai acompanhar os resultados eleitorais não é de festa. A sala de hotel onde os jornalistas aguardam os resultados e as reações da noite eleitoral está vazia (além das câmaras e dos próprios jornalistas), não há cadeiras para os apoiantes de Rio, não há comida nem bebida para o longo serão que há pela frente...



21:18 - Vítor Matos
Rio consolida vantagem

Rui Rio consolida vantagem. Ganha as distritais de Aveiro, Santarém, Braga, Viseu, Santarém e no concelho do Porto.



21:14 - Vítor Matos
Santana Lopes perde em Aveiro

O Distrito de Aveiro também é de Rio: um total de 2.782 votos para 1.685 de Santana Lopes.



21:08 - Vítor Matos
Rio vence em Braga, onde Santana era favorito

No distrito Braga, onde era esperado um bom resultado de Santana Lopes, Rui Rio também vence. O ex-presidente da câmara do Porto está a consolidar a a vantagem. Rio teve 2.252 votos e Santana 2.183.



21:05 - Rita Dinis
Rui Rio já chegou ao hotel, no Porto, onde vai acompanhar a noite eleitoral

Rui Rio já chegou ao hotel Sheraton, no Porto, onde vai seguir a noite eleitoral. Saiu do carro sorridente, a dizer que tinha "dezenas de SMS" por ler, mas resultados oficiais ainda não.

Sem levantar muito a ponta do véu, disse apenas que não estava mais nem menos inclinado para a vitória do que estava "há três meses".

Questionado sobre se, apesar de nunca ter perdido uma eleição, estaria preparado para perder esta, respondeu que sim. "Preparei-me" para os dois cenários. Para ganhar e para perder? "Exatamente", disse.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

21:05 - João Cândido da Silva
Conselho de jurisdição do PSD desvaloriza acusação de Jardim sobre eleições viciadas

O Conselho de Jurisdição Nacional do PSD desvalorizou hoje as alegações do ex-líder regional da Madeira Alberto João Jardim de que as eleições diretas no PSD estão viciadas, afirmando que não foi recebida qualquer queixa.

Em declarações à Lusa, e questionado sobre se as eleições estão viciadas, como disse João Jardim, Jorge Pracana, do conselho de jurisdição, começou por sugerir que a pergunta fosse feita ao ex-líder madeirense.

Depois, afirmou que todo o processo eleitoral decorreu com normalidade. "Até agora não temos qualquer conhecimento nem queixa de qualquer secção. Tudo correu com a máxima das normalidades", disse à Lusa.

Lusa



21:04 - Vítor Matos
Rio vence de forma categórica na cidade do Porto

Rui Rio ganha concelhia do Porto com 714 votos contra 230 de Santana.



21:02 - Vítor Matos
Em Ovar, concelho do diretor de campanha de Rui Rio dá 409 votos ao portuense e apenas 60 a Santana.



21:00 - Vítor Matos
Rui Rio esmaga em Viseu

Rui Rio esmaga em Viseu com 922 votos, distrito de Almeida Henriques, o mandatário nacional de Santana Lopes. Santana teve 501.



20:55 - Vítor Matos
Rio ganha no distrito de Santarém

Resultado final em Santarém:

Rio: 812

Santana: 550



20:53 - Vítor Matos
Em Barcelos, uma das grandes concelhias, que tinha 1400 inscritos, votou cerca de um terço do universo eleitoral: Santana perdeu com 450 votos, Rio teve 500. Houve 5 brancos e 10 nulos.



20:51 - Vítor Matos
No Distrito de Coimbra, em que ainda faltam os resultados da concelhia de Coimbra -- que teve 460 votantes de um universo total de 1189 --, Santana vai liderando: Santana com 579 e Rio com 469.



20:49 - Miguel Santos Carrapatoso
Pedro Santana Lopes: "Entusiasmo é cada vez maior"

À chegada ao Hotel Júpiter, Pedro Santana Lopes deixou escapar que vive estes momentos com um "entusiasmo cada vez maior". O candidato disse ainda estar "tranquilo e sereno".



20:47 - Vítor Matos
Rio à frente de Santana para já

As urnas do PSD fecharam às 20 horas. Segundo fonte de uma das candidaturas, a última contagem recebida há cerca de 15 minutos dava Rui Rio à frente com cerca de 3600 votos e Santana com 2400.



20:44 - Rita Dinis
Afluência em Gaia terá sido de apenas 50%

Em Vila Nova de Gaia, segunda maior concelhia do país (a seguir a Lisboa), tinham votado pouco mais de 900 pessoas a 45 minutos de fecharem as urnas, de um total de mais de 2100 militantes inscritos. Ao Observador, Cancela Moura, que foi o candidato do PSD à câmara nas últimas eleições, e que apoia Rui Rio, afirmou que a afluência era semelhante ao habitual: "cerca de 50%". Segundo Cancela Moura a fluência devia chegar aos 1000 até ao fecho das urnas, às 20h.

A concelhia de Vila Nova de Gaia, liderada por Firmino Pereira, manifestou desde cedo o apoio ao ex-autarca do Porto, mas o líder da distrital de Gaia, José Manuel Fernandes, não se pronunciou publicamente sobre o seu apoio.



20:40 - Rita Tavares
Santana já está no hotel onde vai acompanhar a contagem dos votos

Pedro Santana Lopes já chegou ao hotel Júpiter, na Avenida da República em Lisboa, onde vai estar a acompanhar a contagem dos votos destas eleições diretas. Entrou pela garagem (falou à SIC dentro do carro) e subiu diretamente para os pisos superiores do hotel onde está com o seu staff e alguns apoiantes. No hall do hotel e na sala onde está tudo preparado para as declarações da noite, contam-se pouco mais de um dezena de apoiantes (sobretudo anónimos, as únicas figuras mais conhecidas vistas por aqui foram o ex-secretário de Estado da Cultura Barreto Xavier e Conceição Monteiro, a antiga secretária de Sá Carneiro), além de jornalistas.



20:19 - Pedro Raínho
Resultados oficiais podem ser divulgados a partir das 21h30

Na sede do PSD, Jorge Pracana, do Conselho de Jurisdição social-democrata, admite que os resultados oficiais possam ser divulgados a partir das 21h30. "Registou-se uma grande afluência às urnas", uma situação que se verifica "de norte a sul do país", com "filas enormes" nas 396 mesas de votos.

É possível, admite o responsável do PSD, que os resultados oficiais finais da eleição para o próximo presidente do PSD possam ser divulgadas a partir das 21h30. Antes dessa hora, só se a diferença de votos entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes for muito significativa.

Questionado sobre os receios manifestados pelos candidatos durante a campanha relativamente a eventuais erros no processo eleitoral, Pracana assegura que, "não houve, até ao momento, qualquer queixa ou manifestação de desagrado de qualquer das candidaturas" que tenha chegado ao Conselho de Jurisdição.



20:10 - Miguel Santos Carrapatoso
Bruno de Carvalho foi um dos últimos ilustres a votar

As urnas estão oficialmente encerradas em todo o país. Aqui, no Hotel Sana, em Lisboa, ainda se encontram algumas pessoas a votar, mas apenas aquelas que já aguardavam na fila quando o relógio marcou as 20 horas. Com uma particularidade curiosa: um dos últimos ilustres a exercer o seu direito de voto foi Bruno de Carvalho, presidente do Sporting Clube de Portugal -- equipa que já foi presidida por Pedro Santana Lopes. Entrou e saiu discreto, sem prestar declarações e trocando apenas algumas palavras de circunstância com outros militantes sociais-democratas.

A tarde ficou aliás marcada pelo desfilar de grandes figuras do PSD, como Manuela Ferreira Leite, José Pacheco Pereira, Nuno Morais Sarmento, Paula Teixeira da Cruz ou Teresa Leal Coelho, que se deslocaram ao local de voto já depois de Pedro Passos Coelho e Pedro Santana Lopes terem votado. Com exceção de Passos e Santana, todos preferiram não prestar declarações aos jornalistas.



20:07 - Rita Cipriano
Afluência às urnas já terá ultrapassado os 50%

Moreira da Silva, presidente da jurisdição distrital de Lisboa, revelou que, a nível nacional, a afluência às urnas já terá ultrapassado os 50% e que na capital andará muito perto disso. Ao que o Observador apurou, em Lisboa, existem cerca de 4.750 militantes em condições de votar.

O presidente da jurisdição distrital de Lisboa descreveu a corrida às urnas como "absolutamente excecional". "Nunca tivemos uma afluência tão grande. [Em Lisboa] estamos a aproximar-nos de 50% de votantes", afirmou, acrescentando que nunca "tivemos mais do que 20%". "E ste PSD esta mais vivo e está a mostrá-lo a todo o pais", disse ainda, em declarações à CMTV.



19:29 - Rita Cipriano
Paulo Rangel: afluência às urnas no porto foi "avassaladora"

Na sede distrital do PSD no Porto, onde votam cerca de 1.400 militantes, estimam-se que já tenham passado pelas duas mesas de voto mais de 800 pessoas, revelou à SIC Notícias Paulo Rangel, presidente da mesa eleitoral. De acordo com Rangel, entre as 14h, quando as urnas foram abertas, e as 17h30, não houve um único minuto de descanso. "Foi uma afluência absolutamente avassaladora", considerou. A partir das 18h, a afluência diminuiu, aumentado novamente por volta das 18h30. "Mas já sem filas" no exterior da sede distrital, adiantou o presidente da mesa.

Paulo Rangel acredita que, no Porto, o número de votos poderá chegar aos mil, recusando descrever a afluência a estas eleições como "histórica". "A afluência é francamente boa para umas eleições internas, mas é natural porque foram muito disputadas.O s últimos 15 foram bastante acesos", afirmou, acrescentando que "se vê um espírito militante muito forte".



18:37 - Rita Cipriano
Questionado pela SIC Notícias sobre a participação dos militantes em Lisboa, Fernando Ferreira revelou que existe "indicação de uma boca afluência em todo o distrito". "Temos nota de uma afluência muito interessante em Sintra. Temos nota de uma boa afluência também em Cascais, Oeiras e aqui", no Hotel Sana, onde decorre a votação. Apesar disso, o vice-presidente da Mesa da Assembleia Distrital do PSD/Lisboa espera não ser necessário estender o período de votação.

"Prevemos uma continuação de grande afluência aqui no concelho de Lisboa, como nos outros concelhos da área metropolitana, mas contamos que tudo encerre normalmente pelas 20h e que comecemos a ter resultados cerca de uma hora e meia depois", disse ao canal de televisão. Para Fernando Ferreira, a grande afluência às urnas "prova a grande dinâmica e vontade que o partido tem de enfrentar mais uma etapa decisiva para o futuro de Portugal".



18:33 - Miguel Santos Carrapatoso
Esperada afluência recorde em Lisboa

Com cerca de duas para o fecho das urnas, é esperada uma afluência recorde em Lisboa. Com mais de 4.000 militantes em condições de votar, os atos eleitorais na cidade Lisboeta não costumam juntar mais do que 1.500 votantes. Segundo Fernando Ferreira, vice-presidente da mesa da assembleia distrital do PSD/Lisboa, terão votado até ao momento cerca de 1.500 pessoas. Ainda que tenha feito questão de frisar que estes números não são oficiais, Fernando Ferreira disse acreditar que, até às 20 horas, a barreira dos 2.000 votantes será ultrapassada. Ainda assim, há uma perceção generalizada entre as várias fontes contactadas pelo Observador: o número de pessoas que se deslocaram ao Hotel Sana foi maior do que era expectável.



17:50 - Rita Cipriano
De acordo com a secretaria-geral do PSD, os militantes com quotas pagas até ao fecho dos cadernos eleitorais (15 de dezembro de 2017 ) e que podem votar hoje são 70.385. O universo eleitoral semelhante ao de outras diretas em que houve disputa. Estes vão poder votar até às 20h numa das 396 mesas de voto que existem em Portugal, noutros países europeus e e também fora da Europa, estando envolvidas cerca de 2.800 pessoas no processo eleitoral. Os resultados devem ser conhecidos por volta da meia-noite.

Além do próximo presidente do PSD, os militantes sociais-democratas elegerão ainda os delegados ao Congresso, que se realizará entre 16 e 18 de fevereiro, em Lisboa, onde tomará posse o novo presidente do partido e serão eleitos os órgãos nacionais.

Com Lusa



17:40 - Rita Cipriano
Presidente da concelhia de Coimbra considera que PSD tem "muito trabalho pela frente"

Nuno Freitas, presidente da concelhia de Coimbra, considerou, em declarações à SIC Notícias, que o PSD tem "muito trabalho pela frente". "É um trabalho, por um lado, de serviço ao pais, de serviço às comunidades, de ouvir novas ideias e também de ir buscar novos protagonistas", afirmou, frisando que nem tudo "se esgota na questão do líder". "O líder é um rosto, é alguém que nos pode animar e motivar para o trabalho político que é preciso fazer."

Admitindo que durante os anos de governação do PSD houve algumas coisas que não foram bem feitas -- "designadamente em políticas sociais e até em momentos em que, condicionados pela troika, penalizamos a terceira idade, os pensionistas, setores importantes da função pública" --, Nuno Freitas defendeu que é preciso "repensar tudo isto". E esse é o "trabalho mais vasto" que o partido tem para fazer.

"Acho que o PSD tem muito trabalho pela frente", disse. "Portanto, o que se espera [no futuro] é um PSD com mais trabalho, com mais ânimo, com mais alma, também. Uma alma social-democrata, que vise buscar uma solução de equilíbrio, moderada, que não é de facto de esquerda e que não tem nada a ver com esta governação."

Questionado sobre a afluência às urnas na concelhia, Nuno Freitas considerou que tem havido "uma ótima participação de todas as freguesias de Coimbra ao longo do dia, muito à semelhança do que tem sido dado conta em outras regiões do país.



17:08 - Rita Cipriano
Rui Rio: "Estas eleições revitalizaram o partido"

Rui Rio já votou. À saída da sede distrital do partido no Porto, o candidato a líder do PSD considerou que o partido está "mais mobilizado" e em melhores condições "de se relançar" do que "há dois ou três meses". "Estas eleições revitalizaram o partido e isso é importante", afirmou.

Questionado pelos jornalistas sobre a grande afluência às urnas, Rio defendeu que isso é prova de "que as eleições diretas são positivas" apesar de darem "muito mais trabalho". "Esta participação dos militantes é o que dá vida ao partido. Antigamente era um congresso. Havia um fim de semana que era uma festa, mas não passava de um fim de semana. Agora não, houve uma participação muito maior", disse, defendendo, contudo, que estas eleições "não são de vida ou de morte".

Sobre o futuro, o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto defendeu que "vai ser fácil manter o partido unido". "Do meu ponto de vista e do ponto de vista do meu adversário, não há problema nenhum. Não tenho qualquer problema com ele e ele não tem qualquer problema comigo. O relacionamento que tínhamos no passado é o relacionamento que temos hoje", afirmou. "E espero que entre os apoiantes seja a mesma coisa", afirmou.

Independentemente do resultado das eleições deste sábado, o candidato garantiu que o PSD "pode continuar a contar com o militante Rui Rio como sempre pôde contar", mas "não em full time na política".

(FERNANDO VELUDO/LUSA)

16:38 - Miguel Santos Carrapatoso
Pedro Rodrigues: "Obviamente confiante" na vitória de Rui Rio

Pedro Rodrigues, antigo líder da JSD e apoiante de Rui Rio, está "obviamente confiante" na vitória do antigo presidente da Câmara do Porto nas diretas do PSD. Em declarações ao Observador, o social-democrata registou a "grande afluência" às urnas que se tem registado por todo o país e, em particular, na cidade de Lisboa. "Este sinal de vitalidade que o partido mostra só nos dá uma grande esperança", notou.

Sublinhando que o dia de amanhã, independentemente do vencedor que sair destas eleições, terá de ser de "grande unidade" no partido, Pedro Rodrigues deixou claro que estas eleições são um "momento fundamental" para o futuro do PSD.

Confrontado com as declarações de Rui Rio, que em entrevista às rádios TSF e Antena 1 deixou uma ameaça aos insubordinados do partido, o antigo líder da JSD desvalorizou. "Não é tempo para continuar a discussão eleitoral interna. Hoje é o dia para os militantes escolherem. Rui Rio tomou uma decisão que eu compreendo no quadro em que a tomou", afirmou.

A reta final da campanha para a liderança do PSD acabou por ficar marcada pela entrevista de Miguel Relvas ao jornal Público. O ex-número dois de Pedro Passos Coelho antecipou sérias dificuldades para o próximo líder do PSD, caso o partido não vença as eleições legislativas de 2019. Confrontado com o facto de ser insistentemente apontando como futuro candidato a líder do partido, Pedro Rodrigues preferiu não fazer futurologia. "Neste momento, aquilo que é crítico é o partido construir uma alternativa séria. É para isso que estou motivado e é nisso que estou empenhado", rematou.



16:24 - João Francisco Gomes
Marques Mendes já votou e diz que Rio e Santana foram "corajosos" por se candidatarem nesta altura

Luís Marques Mendes já votou, na concelhia de Fafe. À saída, em declarações à SIC, mostrou-se confiante numa "boa participação", porque "a campanha, com todos os seus altos e baixos, foi animada", e deixou um elogio aos dois candidatos, dizendo que tanto Rui Rio como Santana Lopes foram "corajosos" por se candidatarem.

"Os dois candidatos, independentemente do resultado, já merecem um cumprimento. A candidatura foi um ato de coragem. Foram corajosos. Esta altura que se vive não é muito boa para o PSD, a situação nacional não favorece quem está na oposição", disse Marques Mendes.

Recomendando ao vencedor que assuma a liderança com "autoridade e espírito de abertura", Marques Mendes sublinhou que "não é tempo para pensar em deitar a toalha ao chão". "Não é tempo sequer para quem está no poder pensar que a vitória em 2019 são favas contadas, tudo está em aberto", acrescentou.

Para o ex-ministro social-democrata, nada está definido sobre o que acontecerá com o próximo líder. "Pode ser de transição, pode não ser de transição, pode ser para durar dois anos, pode ser para durar quatro ou cinco anos", disse.

Marques Mendes reconheceu também que esta "não foi uma grande campanha em termos de debate de ideias", mas que isso é normal "em campanhas internas", que "nunca são muito esclarecedoras".



16:24 - Rita Ferreira
Marco António Costa: "Acredito na estabilidade"

O vice-presidente do PSD Marco António Costa votou em Vila Nova de Gaia e continuou sem revelar qual é o candidato que apoia. Marco António Costa disse esperar que quem vencer hoje "tenha capacidade de afirmar a liderança e uma linha de oposição que leve o PSD a uma vitória nas eleições legislativas e nas eleições europeias". "Essa é a minha esperança", salientou.

Sobre a longevidade da liderança que hoje vai ficar decidida, o vice-presidente social democrata diz que é um crente na estabilidade e por isso deseja que "o próximo líder possa estar mais tempo [do que os dois anos de mandato] à frente do partido", á semelhança aliás do líder com quem esteve lado a lado, Pedro Passos Coelho, que fez um mandato de quase oito anos.



16:02 - Rita Ferreira
Rio e Santana: as histórias como autarcas

Rui Rio liderou a Câmara Municipal do Porto, Santana Lopes foi presidente da autarquia de Lisboa. Fomos ao passado dos dois candidatos enquanto autarcas e contamos 12 histórias de cada um deles enquanto líderes municipais:

http://observador.pt/especiais/como-santana-governou-lisboa-12-historias-para-conhecer-melhor-o-candidato-a-lider-do-psd/

http://observador.pt/especiais/como-rui-rio-governou-o-porto-12-historias-para-conhecer-melhor-o-candidato-a-lider-do-psd/



15:19 - Miguel Santos Carrapatoso
Pedro Santana Lopes: "Estou bastante confiante na vitória"

Sai Pedro Passos Coelho, entra Pedro Santana Lopes. O candidato a novo líder do PSD chegou ao Hotel Sana, onde decorrem as votações, dois minutos depois de o atual presidente do partido ter deixado o edifício. Pedro Pinto, deputado, ex-líder da JSD e homem forte de Passos, acompanhou o atual líder à saída e regressou ao lado de Santana Lopes, de quem é apoiante. Passagem de testemunho simbólico que, a existir, só será confirmada depois de contados os votos.

À chegada, com os relógios a marcarem as 14h37, Santana não escondeu a admiração. "Isto é a fila?", perguntou, de testa franzida. Oito minutos depois, às 14h46, já recolhia os boletins junto da mesa de voto. "Vai votar Pedro Miguel Santana Lopes", anunciava a delegada.

Dois minutos depois, já Santana regressava com os boletins preenchidos. "Here we are", suspirou, antes de se despedir das responsáveis pela mesa de voto. "Até logo, se Deus quiser".

À saída, entre a confusão de cabos, câmaras e microfones, o ex-primeiro-ministro foi claro: "Estou bastante confiante na vitória". O homem que disse que não venceria eleições legislativas nem que o "vento mudasse dez vezes", apelou ainda ao voto dos militantes. "Participem em massa nesta votação, para que deem força ao PPD/PSD. Faça sol ou faça chuva. Vamos dar uma grande prova de força, uma grande prova de confiança no futuro."

Rafael G. Antunes

15:13 - João Francisco Gomes
António Costa sobre o seu candidato favorito: "Já chega eles discutirem qual deles me prefere a mim"

O secretário-geral do PS afastou hoje eventuais soluções de Governo de "Bloco Central" em Portugal, alegando que o atual executivo tem alcançado "bons resultados", e recusou-se a pronunciar-se sobre quem prefere na liderança do PSD. Palavras que foram proferidas por António Costa antes da reunião da Comissão Nacional do PS, depois de ter sido interrogado se prefere Rui Rio ou Pedro Santana Lopes na presidência do PSD.

"Já chega eles [Pedro Santana Lopes e Rui Rio] discutirem qual deles me prefere a mim. Não vou interferir de forma nenhuma no congresso do PSD", respondeu o líder dos socialistas.

Questionado se, tal como na Alemanha, também em Portugal os dois maiores partidos portugueses, PSD e PS, podem, a prazo, entender-se para a formação de um Governo, António Costa considerou esse tema "sem sentido", colocando antes a questão portuguesa numa dialética entre esquerda e direita.

"Não faz sentido, porque temos uma solução de Governo para quatro anos, que, felizmente, tem provado muito bem e assegurou ao país estabilidade, mas estabilidade na mudança. O país estava saturado da política seguida pelo Governo PSD/CDS, que teve desastrosos resultados económicos, sobretudo na destruição de emprego, na esperança e na confiança dos portugueses", criticou depois.

Nos últimos dois anos, segundo António Costa, o atual Governo socialista tem "conseguido reconstruir essa esperança e essa confiança" dos portugueses. "Cumprimos todos os compromissos estabelecidos com os portugueses, os compromissos no quadro da maioria parlamentar e os compromissos com a União Europeia", acrescentou.

Lusa



15:12 - Rita Ferreira
Passos Coelho: "Saio de bem comigo e de bem com os outros"

"Saio de bem comigo e de bem com os outros. " Foi assim que Pedro Passos Coelho respondeu aos jornalistas que o questionaram sobre o fim de uma liderança de oito anos.

Há pessoas que saem arreliadas, às vezes frustradas por acharem que deixaram muito por fazer ou fizeram mal - no fundo, quando se arreliam muito com os outros é com elas próprias que estão arreliadas – e não é o meu caso. Não quer dizer que tenha feito tudo bem, não há ninguém que faça sempre tudo bem, mas saio de bem comigo e de bem com os outros", afirmou.

Quanto ao futuro mais imediato, o ex-primeiro-ministro diz que por agora não estará obviamente na linha da frente da intervenção partidária. Mas ressalvou: "Tenho 53 anos, tenho muita coisa para fazer na vida".

Vou tratar da minha vida, que não será de líder nem de candidato a líder. Sou militante há muitos anos, desempenhei funções de relevo e isso obriga e justifica que eu olhe para política de forma muito atenta. Tenho 53 anos, muita coisa para fazer na vida, não é a pensar na atividade partidária que estou. Neste fase não estarei na primeira linha da intervenção partidária. Tenciono felicitar o meu sucessor, fazer a transição de pastas e passá-la no congresso. E outra vida começará."



15:08 - Rita Ferreira
Passos Coelho: "Ninguém pode dizer com segurança quanto tempo durará o novo líder"

O ainda líder do partido já votou, em Lisboa, e esteve durante largos minutos a falar com os jornalistas. Sobre o que espera o seu sucessor, Passos Coelho não seguiu pelo mesmo caminho do seu ex-ministro e braço direito Miguel Relvas, que afirmou que o líder que sair das eleições de hoje não durará mais de dois anos.

Não faço vaticínios sobre o tempo de liderança. Não há ninguém que possa dizer com segurança qualquer coisa nesse domínio", afirmou Passos Coelho.

Que ainda assim vaticinou vida difícil para quem o substituir à frente do PSD.

Espero que o próximo líder se possa afirmar, e tenha a possibilidade de se bater para ganhar as eleições e depois poder governar. Eu ganhei as eleições e não pude governar. Não tenho dúvidas de que o PS tentará reeditar esta solução. Por isso, ao PSD não bastará ganhar, os portugueses vão ter de votar muito significativamente no PSD. Será um desafio nada simples de cumprir."



15:05 - Rita Ferreira
Militantes já votam para escolherem o novo líder

Boa tarde, seja bem vindo ao liveblogue do Observador, que vai acompanhar em direto as eleições para a presidência do PSD. Vamos estar por aqui a dar-lhe conta de tudo o que se vai passando no maior partido da oposição, que hoje escolhe o sucessor de Pedro Passos Coelho. As urnas já abriram há umas horas e já vários ilustres do partido exerceram o seu direito de voto.



fonte: Observador

Rita Ferreira h 5 dias