O que se sabe sobre o 224.º dia do conflito

(Em atualização)

Passaram 224 dias desde que começou a invasão russa da Ucrânia. As últimas horas do conflito foram marcadas por comentários relacionados com a anexação das regiões ucranianas de Donetsk, Luhanks, Kherson e Zaporíjia, formalizada esta quarta-feira, e pela tomada de medidas para ultrapassar a crise energética que afeta a Europa. Relativamente a esta questão, a presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyan, propôs no Parlamento Europeu um "investimento adicional" na área da energia, para acelerar os projetos "necessários, modernizar a infraestrutura energética e assegurar a competitividade europeia".

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O que aconteceu durante a tarde


  • presidente russo assinou um decreto a dar ordem ao Governo para tomar o controlo da central nuclear de Zaporíjia, que por este ato passa a ser considerada "território federal", de acordo com a agência Reuters.

  • diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, anunciou a sua partida imediata, de urgência, para Kiev para "discutir o estabelecimento de uma zona de proteção" à volta da central nuclear ucraniana em Zaporijia, a maior da Europa.

  • Novas estimativas dizem que as fugas de gás nos gasodutos Nord Stream 1 e 2 libertaram cerca de 70 mil toneladas de metano, um valor "importante", mas muito mais baixo que as previsões iniciais, que estavam na ordem das centenas de milhares de toneladas.

  • As agências de espionagem norte-americanas acreditam que o ataque à bomba que matou Daria Dugina, filha do nacionalista russo AleksandrDugin, em agosto foi autorizado por alguns membros do governo da Ucrânia.

  • A Polónia disse ter pedido aos Estados Unidos para instalarem armas nucleares no seu território, face ao crescente risco de escalada na retaliação russa perante a perda de terreno na Ucrânia.

  • A presidente da Comissão Europeia propôs aos líderes da União Europeia uma intervenção para limitar os preços no mercado do gás natural, defendendo também aquisição e gestão conjunta ao nível europeu.

  • O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou a integração da Ucrânia numa candidatura conjunta de Portugal e Espanha à organização do Mundial2030 de futebol. "É mais do que um símbolo de fé na nossa vitória comum", escreveu no Twitter.


O que aconteceu durante a manhã e início de tarde

  • Vladimir Putin assinou esta quarta-feira a lei que permite à Rússia anexar formalmente as regiões de Donetsk, Luhanks, Kherson e Zaporíjia, na Ucrânia, concluindo assim o seu processo de anexação.

  • A Rússia indicou que vai passar a operar, sob a supervisão das agências russas, a central nuclear de Zaporíjia, na Ucrânia, depois de ter anexado a região.

  • O Kremlin deixou claro que não existe qualquer contradição entre a retirada de tropas e a anexação de território ucraniano. Numa conferência de imprensa, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, garantiu que Moscovo vai continuar a avançar com os planos de anexação.

  • O Presidente russo declarou, durante um encontro com professores transmitido pela televisão, que a Rússia tem um "grande respeito" pelos ucranianos "apesar da situação atual". Putin afirmou esperar que a situação nos quatro territórios recentemente anexados pelos russos fique estabilizada em breve.

  • Durante a mesma reunião, Putin revelou ter assinado um decreto com "correções" ao atual diploma de mobilização. De acordo com o Presidente, estas incluem a isenção de alguns estudantes da "mobilização parcial" convocada no final de setembro.

  • A Rússia expulsou um diplomata lituano do seu território em resposta às posições "hostis" da Lituânia, que começou a aplicar sanções às mercadorias russas que passam pelo país. Num comunicado publicado no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros, citado pela Reuters, o governo admitiu a possibilidade de vir a tomar outras medidas contra o país do norte da Europa.

  • A Alemanha admitiu que as explosões no Nord Stream na semana passada foram resultado de sabotagem, segundo informações de que dispõe. Já a Rússia defendeu a abertura de uma inquérito, mas com participação russa.

  • A presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyan, propôs no Parlamento Europeu um "investimento adicional" na área da energia para acelerar os projetos "necessários, modernizar a infraestrutura energética e assegurar a competitividade europeia". Durante a intervenção, Van der Leyan sublinhou a necessidade da União Europeia reagir de forma coordenada à atual crise energética.

  • A União Europeia chegou a acordo para o novo pacote de sanções contra a Rússia. De acordo com o El Mundo e El País, o oitavo pacote determinará que os cidadãos do bloco não poderão integrar o conselho de administração de empresas públicas russas. O documento que especifica as novas medidas tomadas deverá ser publicado a tempo do início do encontro dos líderes europeus em Praga, esta quinta-feira.

Rita Cipriano h 1 mês