Graça Freitas prevê 60 mil casos daqui a 2 semanas

Graça Freitas disse, esta quinta-feira, que Portugal está "muito provavelmente na sexta vaga" de Covid-19 não só "pela dimensão dos casos", como também pela linhagem específica da variante Ómicron. A diretora-geral da Saúde confirma ainda a estimativa de que haverá cerca de 60 mil casos em 24 horas nas próximas duas semanas e mais de 50 óbitos diários.

Em entrevista ao Jornal das 8 na TVI, Graça Freitas apontou que a sublinhagem BA.5 tem dois aspetos negativos: o primeiro é que se "transmite muito facilmente"; o segundo é que esta sublinhagem tem "a capacidade de escapar ao sistema imunitário". Esta última característica faz com que as reinfeções sejam cada vez mais prováveis, apontou. Em contrapartida, a diretora-geral da Saúde afirmou que a sublinhagem produz doença menos severa.

Assumindo que Portugal está "acima do limite" da mortalidade, Graça Freitas ressalvou que o país estava a atingir a meta dos 20 casos a 14 dias por um milhão de habitantes, mas a nova sublinhagem veio alterar o panorama.

Sobre a vacinação, a diretora-geral da Saúde considera que as vacinas atualmente disponíveis são "capazes de evitar doença grave", mencionando os estudos do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) que comprovam essa teoria. Além disso, rejeitou a generalização da segunda dose de reforço (ou quarta dose) para a generalidade de população. "Já fizemos uma vacinação universal que correu muitísimo bem."

Avançando que 20% dos lares elegíveis já vacinaram a população residente, Graça Freitas revelou que o processo de vacinação se vai "intensificar nas próximas semanas".

No que diz respeito aos cuidados individuais, Graça Freitas descartou a obrigatoriedade do uso da máscara, mas recomenda que a população a utilize "em ambientes fechados". "Creio que nesta fase a recomendação é suficiente", disse.

José Carlos Duarte h 1 mês